Mário de Andrade (1893-1945)
foi um artista brasileiro que buscou por meio de uma perspectiva crítica,
compreender as condições históricas determinantes para a objetivação das várias
formas de artes em seu tempo. Expressou-se por meio de seus escritos onde lançou
mão de um amplo aparato teórico utilizando-se da literatura europeia, sobretudo
alemã e francesa, potencializando sua visando crítica das condições estruturais
de se fazer arte no Brasil no bojo da incipiente industrialização paulista.
O autor vive a primeira metade
do século XX, período marcado pela intensificação nas contradições sociais,
determinadas pelas condições em que se desenvolve um capitalismo dependente no país,
de perfil associativo onde as aristocracias rurais aliam-se a burguesia
cafeeira, o capital estrangeiro esta cada vez mais potencializando o eixo
heteronômico da economia brasileira e portanto, limitando suas condições de
desenvolvimento interno, aumentado os abismos sociais que contemplam em sua
base o trabalhador assalariado (ex-escravos, imigrantes) e no topo uma elite
burguesa aliada aos aristocratas rurais.
Assim, as inquietações de
âmbito social assumem na palavra de Mário de Andrade, um viés crítico na qual
ataca as estruturas da elite e questiona a legitimidade de um governo municipal
que parece imprimir mecanismos de segregação social a atender a demanda da
burguesia paulista. Mário de Andrade escreveu em 1928 uma série de artigos
intitulada “Campanha contra as temporadas
líricas”, na qual o cronista tece longas críticas ao papel omisso da
prefeitura do município de São Paulo em subsidiar a produção artística
paulista. As empresas que tem o manifesto interesse por grandes lucros, atuam
de forma conjunta a oferecer espetáculo de pouca inovação estética a preços
exorbitantes. Nesse sentido, o cronista diz:
Na crônica de ontem eu acabava com
esta frase verdadeira, o maior crochê de erros sobre que se baseia a temporada:
“O público que vai no Municipal não representa absolutamente o povo da cidade,
que elegeu os donos da Prefeitura, pra que este subvencionasse uma Empresa, pra
que esta por preços exorbitantes satisfizesse uma moda da elite”. O povo foi
abolido da manifestação melodramática oficial
da cidade. (ANDRADE, 1928. P.182)
Manifesta na palavra de
Mário de Andrade, sua indignação com a ausência do aparato estatal em
subvencionar a produção artística para um substrato social que vive no limite
das suas condições de sobrevivência, reduzindo de forma substancial a
capacidade de expansão das potencialidades humanas, em função de um mecanismo
expropriador do produto do trabalho, mas que também age por limitar as
condições materiais para que homens, mulheres e crianças (povo) possam fruir
das produções artísticas[1].
Assim, vejamos que as determinações
históricas impõem limitações ao processo de autodesenvolvimento humano. Homens,
mulheres e crianças são impossibilitados de fruir e desenvolver a máxima
potencialidade de seus sentidos, uma vez que os mecanismos do modo de produção
não permitem o gozo daquilo que é produto artístico do trabalho humano. Nesse
sentido, vê-se que:
A formação dos cinco
sentidos é um trabalho de toda a história do mundo até aqui. O sentido
constrangido à carência prática rude também tem apenas um sentido tacanho. Para o homem faminto não existe
a forma humana da comida, mas somente a sua existência abstrata como alimento;
poderia ela justamente existir muito bem na forma mais rudimentar, e não há
como dizer em que esta atividade de se alimentar se distingue da atividade animal de alimentar-se. O homem carente,
cheio de preocupações, não tem nenhum sentido para o mais belo espetáculo; o
comerciante de minerais vê apenas o valor mercantil, mas não a beleza e a
natureza peculiar do mineral (...) ; portanto a objetivação da essência humana,
(...) é necessária tanto para fazer humanos os sentidos do homem quanto para
criar sentido humano correspondente à riqueza inteira do ser humano e natural.
(MARX, K. 2010. P.110)
Dessa forma, entendemos que
existem condições essenciais que precisam ser superadas para que seres humanos
possam, então, na fruição da vida material genérica, desenvolver a
potencialidade dos sentidos humanos. Porém, as condições sociometabólicas
historicamente determinadas acabam por limitar as condições de objetivação
humana ao limite necessário para a sobrevivência, no momento em que sujeitos que
ocupam a base da estratificação social, são impossibilitados de fruir da
produção artística que é a expressão objetiva de toda a essência humana.
OBJETIVAÇÃO
Nesta etapa procuro
desenvolver em que medida os textos sobre música de Mário de Andrade podem nos
dar pistas sobre a importância que o musicólogo atribui à música como manifestação
artística, objetivação da essência humana.
Destarte, faz-se necessário
apontar a relação de Mário de Andrade com a música. Era músico, professor de
piano e de matérias teóricas como Estética musical e História da música. Fica
claro que a forma mediativa entre Mário de Andrade e a música, se dá pelo
trabalho. Nesse sentido identifiquei até agora, diversos gêneros de textos pela
temática musical. Englobam críticas de concerto, estudos folcloristas,
questionamentos sobre a posição social da música, crônicas, ensaios,
conferências e orações de paraninfo. São textos diversos, concebidos ao longo
de sua vida, muitas das vezes escritos sob determinações circunstanciais
específicas que o sensibilizam para o ato de sua escrita. Por isso, muitas
vezes, atribui aos textos uma vida “curta”[2] por tratarem-se de
projetos, muita das vezes, espontâneos e efêmeros.
Entretanto, existem
empreendimentos mais duradouros, seja por intenção ou por determinações causais
que tornam seus escritos indicativos claros de interpretações fenomenológicas
referentes à música. Vejamos:
É num momento desses que
o povo, para esquecer que é feito de indivíduos independentes uns dos outros,
generaliza os hinos, as marchas as cantigas, as dinamogenias rítmicas, que abafam o individualismo e despertam o
movimento e, consequentemente, o sentir em comum. (ANDRADE,2006,p. 96 –
grifo meu)
O trecho acima trata de uma
observação feita por Mário de Andrade sobre uma manifestação popular ocorrida
em São Paulo. Na ocasião, o musicólogo ainda grafou as melodias que conseguiu
colher do grande coro popular que cantava as excitações políticas, expressando
as preferências ao potencial candidato. No entanto, destaco aqui uma importante
nota em que Mário de Andrade atribui à música um sentido coletivizador, no qual
pelo êxtase das dinamogenias rítmicas, despertam o movimentar do corpo, o sentir em comum.
COMPREENSÃO
E SENTIDOS
Em outro trabalho, Terapêutica musical, Mário de Andrade
destaca a força biológica excepcional da música, em comparação com as demais
artes[3]. Duas categorias
onto-imanentes musicais destacam-se, na percepção de Mário de Andrade, que
fazem da música, a arte mais coletivizadora. São estas a força contundente do
seu ritmo e da indestinação
intelectual do seu som[4].
Na
música, como os sons não são
representação de coisa alguma, e as melodias são puras imagens sonoras de
sentido próprio, o ritmo se apresenta puro, indisfarçado, não desviado,
contendo a sua significação em si mesmo. Daí poder ele manifestar toda a sua
violenta força dinamogênica sobre o indivíduo e sobre as multidões (ANDRADE,
1956. P.14 – grifo meu).
Ao interpretar de que forma
Mário de Andrade concebe os sons como não
representação de coisa alguma, e da mesma forma atribui ao ritmo uma significação em si, vejo que o
musicólogo entende a música e todo seu universo categorial onto-imanente com
determinada autonomia. Digo com estas palavras que o pesquisador percebe a
entidade musical com seu fim justificado por si mesma, ou seja sua significação
é absoluta. A música é o acontecimento de si própria e que só é capaz de
provocar graus de tensão emocional que por identidade podem ser associados a
acontecimentos apreciáveis intelectualmente. O que não quererá nunca dizer
porém, que ela os represente.[5]
Ao refletir sobre a
complexidade das instâncias categorias da musica, seus potenciais significantes
e significados, penso que é preciso fundamentar as ordens mediativas que
objetivam-na como um complexo concreto, entidade artística.
ARTE
Pela necessidade de
compreender a complexidade ontológica da música, faz-se importante entender de
que maneira esta especificidade de arte se positiva no mundo.
Primeiramente, devemos
entender que a obra de arte é uma forma de objetivação
do ser social. Trata-se, portanto, do produto do trabalho de indivíduos, o
homem produz o homem, a si mesmo e ao outro homem. Assim como [produz] o objeto, que é o acionamento imediato da
sua individualidade e ao mesmo tempo sua própria existência para o outro
homem, [para] a existência deste, e a existência deste para ele.[6] Vejamos que a produção do
mundo é a produção do indivíduo que se objetiva por meio de seu trabalho. E que
para tanto, é necessário que as condições genéricas de produção e fruição do
mundo sejam plenamente satisfeitas. Nesse sentido, uma vez liberta da premência
da necessidade imediata pela ação do trabalho produtivo, a atividade artística
surge em seguida como uma nova forma de afirmação essencial que o homem pode
modelar “segundo as leis da beleza”.[7]
Assim, a objetivação por
meio da atividade artística é tardia em relação às formas essenciais de
objetivação humana. A necessidade de expressão artística nasce após a superação
das condições matérias necessárias para sobrevivência. A cada condição
superada, nascem novas necessidades do ser social. É assim com o
desenvolvimento de sua consciência que, antes manifesta-se como mera
consciência do meio sensível mais imediato e consciência do vínculo limitado
com outras pessoas e coisas exteriores ao indivíduo que se torna consciente.[8]
Sendo assim, a música se faz
compreensível à medida que a consciência e os sentidos[9] desenvolvem-se a ponto de
tornar o sujeito capaz de assimilar e associar o som musical a entidades
orgânicas comuns a si, sendo uma composição musical tanto mais compreensível na
medida em que se despertam mais associações que nos são dadas pelos
conhecimentos de tempo (afinidades de civilização), de raça (afinidades
nacionais), de temperamento (afinidades fisiológicas), de sensibilidade
(afinidades eletivas)[10].
No entanto, pelas palavras
de Mário de Andrade, compreender um som musical não significa que ele
represente algo. Sua significação é imanente à ontologia da música. É concreto,
posto que se trata de síntese de múltiplas determinações que objetivam a
produção sonora e são significadas por si mesmas. Como tratar então, a semântica musical?
Existem diversos tipos de interpretação que se ocupam da
complexidade imanente na busca por esgotar um assunto tão abstrato quanto este.
Minha via de análise busca privilegiar o entendimento que a música não possui uma
história autônoma imanente, que resulte exclusivamente da sua dialética
interior. A evolução (...) é determinada pelo curso de toda a história da
produção social, em seu conjunto; e só com base neste curso é que podem ser
esclarecidos de maneira verdadeiramente científica os desenvolvimentos e as
transformações que ocorrem em cada campo singularmente considerado[11].
Assim, a chave para
compreender a semântica musical atribuída por Mário de Andrade está na análise
do processo de desenvolvimento histórico. Nesse sentido, existem as inflexões
culturais, as marcas que não se apagam, associam-se às sonoridades, trazidas
por informações extra-musicais que terminam por se tornar música. Biografias,
confissões, títulos, metáforas literárias, textos programáticos, tudo isso faz
parte da música, “dirige” esses vastos horizontes emocionais, cujo ponto de
partida é pouco determinado[12].
Dessa forma, percebo que
embora a produção do som musical em sua existência em si, seja uma síntese de múltiplas categorias imanentes tais como
altura, intensidade, timbre e ritmo, existe um estro essencial de sua
compreensão que é observar a integridade da sua manifestação. Para Mário de
Andrade, a manifestação musical é uma fusão de quatro entidades distintas: o
criador, a obra-de-arte, o intérprete e o ouvinte.[13] As três entidades
subjetivas em si, são passiveis de se fundir, ou seja, o criador ser
simultaneamente, o intérprete e o ouvinte. A obra-de-arte musical é uma
mensagem morta que adquire realidade por meio do intérprete e do ouvinte.[14] Analisando a
interpretação que o musicólogo faz da entidade obra-de-arte, percebo que
trata-se de uma protoforma positivada pelo fruto do trabalho humano,
potencializada por sua singularidade, morta, que só se realiza em sua forma
completa e superada pelas mãos do
intérprete e pelos ouvidos do ouvinte. Logo, o núcleo musical é potencializado,
pela ação humana em seu determinado tempo histórico.
Portanto, a analise dos
textos musicais de Mário de Andrade pode nos trazer apreensões concretas da
percepção do intelectual que atuou intensamente com a temática musical ao longo
de sua vida. A essa análise, no entanto, faz se necessária que seja
fundamentada nas possíveis aproximações da experiência histórica do autor no
determinado momento em que concebe seus trabalhos. Tentei sintetizar uma
pequena demonstração de como venho trabalhando com esse material. Apesar da
aparência “audaciosa” de contemplar o pensamento musical de Mário de Andrade em
minha análise, sei que é impossível esgotar a imensidão da contribuição mariodeandradiana. Faço-a ,no entanto,
com o objetivo de trazer a luz, inquietações profundas sobre os arranjos
sociopolíticos substanciados pelo trabalho da humanidade na fruição plena do ser social pela apreensão de sua
produção artística. Não se deve perder de vista que o mundo em que vivemos é um
mundo construído por seres humanos, fruto essencialmente do trabalho humano, um
complexo histórico de desenvolvimento das formas de objetivação do ser social
até aqui. Para além de uma compreensão material do mundo, nexos e determinações
causais, a analise que aqui empreendi tratou de buscar na singularidade
específica de um determinado sujeito histórico, apreensões acerca de uma forma
de objetivação humana, tão negligenciada quanto elitizada que é a música de
concerto. Vejamos que as inquietações presentes no pensamento crítico de Mário
de Andrade, longe de serem superadas, nos mostram a potencialização dos abismos sociais, a
obra-de-arte que é fruto da humanidade, por ela concebida permanece restrita a
pequenos grupos sociais. A fruição da vida material é cada vez mais limitada
por uma série de determinações oriundas das práticas capitalistas por parte dos
grandes empresários. A humanidade se cria, potencializa-se, desenvolve e supera
suas próprias capacidades de criação, ao mesmo tempo em que limita a fruição da
própria vida humana.
REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICAS
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Terra, 2012.
TONI, Flávia Camargo. A
missão de pesquisas folclóricas do departamento de cultura. Centro Cultural São
Paulo, 1989.
[1] Ver-se-á que as inquietações de Mário
de Andrade quanto a popularização da arte, assumem pelas vias de sua própria
objetivação, ações concretas de “reparo” e democratização durante sua atuação
como diretor no Departamento de Cultura do município de São Paulo. “ Durante os três anos de gestão de Mário de
Andrade, o Departamento de Cultura desenvolveu uma quantidade de projetos
feitos pelas divisões que o integravam. Os projetos visavam, por um lado, a
fixação e a preservação da cultura nacional, bem como a formação de técnicos
especializados; por outro , dirigiam-se à coletividade, de imediato, com as
bibliotecas, programação de concertos e o incentivos aos conjuntos amadores.
Dentre os projetos destacamos: criação do Coral Popular, ampla franquia aos
Concertos promovidos pelo Departamento, abertura da parques infantis com
programações estudadas para cada região do município.” TONI, Flávia Camargo. A
missão de pesquisas folclóricas do departamento de cultura. Centro Cultural São
Paulo, 1989. P. 20, 21.
[2] “Das centenas de estudos, artigos,
críticas, notas musicais que tenho publicado em revistas e diários, ajunto
agora em livro esta primeira escolha. São os milhores ? Em geral, creio que
são. Mas sei que não valem muito... Sou excessivamente rápido nestes trabalhos
jornalísticos. Nunca lhes dei grande cuidado, escrevo-os sobre o joelho no
intervalo das horas, destinando-os à existência dum só dia(...)” ANDRADE, Mário
de. Música, doce música. 3ª Ed. Belo Horizonte, Editora Itatiaia, 2006.
[5] ANDRADE, Mário Raul Moraes de. Introdução
à estética musical : pesquisa, estabelecimento de texto, introdução e notas por
Flávia Camargo Toni- São Paulo: Hucitec, 1995. P.37.
[7] FREDERICO, Celso. A arte no mundo dos
homens: o itinerário de Lukács. São Paulo: Expressão Popular, 2013. P.44.
[9] Para exemplificar de forma mais
coerente a afirmação objetiva do ser social no mundo destaco “Ao olho um objeto
se torna diferente do que ao ouvido, e o objeto do olho é um outro que o do
ouvido. A peculiaridade de cada força essencial é precisamente a sua essência peculiar-efetivo. Não só
pensar, portanto, mas com todos os
sentidos o homem é afirmado no mundo objetivo(...) assim como a música desperta
primeiramente o sentido musical do homem, assim como para o ouvido não musical
a mais bela música não tem nenhum sentido,
é nenhum objeto, porque o meu objeto só pode ser a confirmação de uma das
minhas forças essenciais, portanto só pode ser para mim da mesma maneira como a
minha força essencial é para si como capacidade subjetiva, porque o sentido de
um objeto para mim vai precisamente tão longe quanto vai o meu sentido, por causa disso é que os sentidos do homem social são sentidos outros que não os do não social.( MARX, Karl. Manuscritos
econômico-filosóficos. São Paulo: Boitempo, 2010. P. 110)
[10] ANDRADE, Mário Raul Moraes de. Introdução
à estética musical : pesquisa, estabelecimento de texto, introdução e notas por
Flávia Camargo Toni- São Paulo: Hucitec, 1995. P.42
[11] LUKÁCS, György. Introdução aos
escritos estéticos de Marx e Engels. In: Cultura, arte e literatura: textos
escolhidos/ Karl Marx e Friedrich Engels – 1 ed. São Paulo : Expressão Popular,
2010.
[12] COLI, Jorge. Música final: Mário de
Andrade e a sua coluna jornalística Mundo musical. Campinas, SP: Editora
Unicamp, 1998.
[13] ANDRADE, Mário Raul Moraes de.
Introdução à estética musical : pesquisa, estabelecimento de texto, introdução
e notas por Flávia Camargo Toni- São Paulo: Hucitec, 1995. P.55
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